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"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 52:
Os meses de Verão assistiram ao desenvolvimento e à expansão do vírus do momento, o da gripe A. O País mostrou sinais de nervosismo, os portugueses começaram a temer o pior, uma nova epidemia mortífera, na senda das que os nossos antepassados viveram noutros tempos, noutras realidades, noutros mundos.
 

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Complicações

Complicações

Com o passar dos anos, as pessoas com diabetes podem vir a desenvolver uma série de complicações em vários órgãos do nosso organismo. Aproximadamente 40% das pessoas com diabetes vêm a ter complicações tardias da sua doença. Estas complicações evoluem de uma forma silenciosa e muitas vezes já estão há algum tempo instaladas quando se detectam. Hoje é possível reduzir os seus danos através de um controlo rigoroso da glicemia, da tensão arterial e dos lípidos (gorduras no sangue) bem como de uma vigilância periódica dos órgãos mais sensíveis (fundo do olho-retina, rim, coração etc).
As complicações tardias são causadas principalmente por lesões dos vasos. Os vasos sanguíneos conduzem através do sangue, oxigénio e nutrientes para os vários territórios do nosso corpo. As lesões desses vasos comprometem a alimentação dos tecidos e órgãos com graves consequências. As alterações ao nível dos grandes e médios vasos (doença macrovascular) tem repercussões ao nível do cérebro, coração e pés. As lesões nos pequenos vasos (doença microvascular) são responsáveis por alterações no fundo do olho (retina), rins e nervos periféricos.
Os grandes e médios vasos apresentam lesões de evolução lenta e silenciosa que levam à redução do seu calibre (ateroesclerose). A principal causa é o depósito de lípidos (gorduras) nas suas paredes. Estes depósitos de lípidos crescem, formam placas e reduzem o calibre destes vasos tornando difícil a passagem do sangue com oxigénio e nutrientes comprometendo a alimentação dos tecidos. Este sofrimento no coração pode dar origem a uma isquémia do miocárdio (angina de peito) e, em casos extremos, a um enfarte do miocárdio. Nos pés a lesões da pele diversas e mesmo a uma gangrena.
Nos pequenos vasos a doença que os atinge (microangiopatia) é específica da diabetes. Não sendo ainda totalmente conhecida, verifica-se um espessamento de algumas estruturas da parede destes pequenos vasos, com redução do calibre, alterações da consistência, elasticidade e permeabilidade. Os níveis elevados de glucose têm um papel importante em todo este processo. Outras alterações nomeadamente da viscosidade e adesividade que se passam também no sangue das pessoas com Diabetes, agravam toda esta situação.
O diagnóstico precoce, o bom controlo metabólico (boa compensação) e a vigilância periódica são as principais armas para prevenir ou atrasar o início e a evolução das complicações.

 Possíveis complicações

Possíveis complicações
  Complicações microvasculares (lesões dos pequenos vasos sanguíneos)

Retinopatia

Nefropatia

Neuropatia
  Complicações macrovasculares (lesões dos grandes vasos sanguíneos)

Macroangiopatia - doença coronária, cerebral e dos membros inferiores

Hipertensão arterial
  Complicações neuro, macro e microvasculares

Pé diabético
  Outras complicações

Disfunção sexual

Infecções


Complicações microvasculares
Retinopatia
A retina é uma fina camada no fundo do olho, rica em pequenos vasos sanguíneos e nervos. É como uma película fotográfica onde as imagens são projectadas a caminho do cérebro. Às lesões da retina da pessoa com Diabetes chamam-se retinopatia diabética. As lesões resultam, principalmente, de alterações dos pequenos vasos tornando difícil a passagem do sangue e consequentemente o transporte de oxigénio e nutrientes ás várias zonas.
Nas fases iniciais não há habitualmente alterações da visão. Os vasos deixam passar fluidos, ficam frágeis e dilatam nalguns pontos. A visão é alterada quando os fluidos ou o sangue (hemorragia) resultado do rebentar de algum vaso atinge a mácula, zona da retina onde se forma a imagem.
A descoberta precoce destas fragilidades vasculares permite actuar através de “laser” e impedir que mais tarde ocorra uma hemorragia.
O único tratamento existente é a fotocoagulação (laser), estando as respectivas indicações presentemente muito bem estabelecidas. Para alguns casos anteriormente considerados insolúveis, existe um processo cirúrgico complexo (vitrectomia).
O laser é um intenso raio de luz que tem como objectivo destruir a zona perigosa através de uma pequena e indolor queimadura.
A retinopatia diabética é uma das várias complicações tardias da doença, pensando-se que seja uma consequência da hiperglicemia e cuja gravidade está fortemente associada com a duração da diabetes.
Tendo em conta que formas avançadas de retinopatia podem não provocar sintomas visuais, e, por vezes quando estes ocorrem ser já demasiado tarde para provocar a sua regressão terapêutica, torna-se fundamental e indispensável a vigilância periódica dos olhos das pessoas com Diabetes.
A prevenção de lesões graves na retina passa por um exame periódico pelo menos anual – fundoscopia e pelo controlo rigoroso da sua diabetes, da tensão arterial, dos lípidos e de não fumar.
A observação oftalmológica deverá iniciar-se logo que a diabetes seja diagnosticada nas pessoas com Diabetes do tipo 2 e até aos cinco anos de evolução nas pessoas com Diabetes do tipo 1.
A maioria das vezes é necessário proceder à dilatação do olho, para uma boa observação do fundo. Esta dilatação provoca uma incapacidade de adaptação da visão que pode ser mais ou menos prolongada, pelo que é conveniente ir acompanhado ao médico. Existem outras meios de observar o fundo do olho como a retinografia (fotografia do fundo do olho com ou sem dilatação) e a angiografia fluorescéinia (fotografia do fundo olho após a administração numa veia de um produto de contraste). Ao passar nos vasos sanguíneos do fundo do olho este produto permite uma boa e clara visualização das mesmas.

Nefropatia

Os rins são o filtro do nosso organismo. São constituídos por milhões de pequenos vasos que transportam sangue com impurezas que aqui são libertadas e eliminadas através da urina que aqui se forma.
Quando na diabetes estes pequenos vasos são lesados em grande quantidade aparece a nefropatia. A sua evolução é lenta e silenciosa. O sinal mais precoce é a perda, acima de valores normais, de proteínas na urina. (microalbuminúria) Inicialmente em quantidades muito pequenas e mais tarde, já em fase não reversível, em grandes quantidades. Se a nefropatia continua a evoluir há acumulação de produtos antes eliminados (ureia, creatinina), manifestações de fadiga, cansaço e perda do apetite e caminha-se para a insuficiência renal.
Em estados mais avançados, os rins podem mesmo parar de funcionar. Se ambos os rins não funcionam deverá ser feito o mesmo trabalho que o rim fazia mas agora artificialmente. É a diálise. Na fase seguinte, e se houver condições e indicação, a pessoa com Diabetes pode ser submetida ao transplante renal.

 Microalbuminúria

O que é a microalbuminúria?
Chama-se microalbuminúria à presença de quantidades mínimas de proteínas (albumina) na urina. Numa pessoa saudável essa quantidade é muito pequena e não ultrapassa, em circunstâncias normais, os 30 miligramas por dia ou 20 microgramas por minuto. Na pessoa com Diabetes em risco de estar a desenvolver a nefropatia, essa quantidade de albumina na urina está aumentada.

O que torna a microalbuminúria uma análise tão importante?
O doseamento da microalbuminúria é a única forma, actualmente conhecida, de detectar a tempo o início da nefropatia diabética e parece ser um marcador de maior taxa de complicações cardiovasculares futuras.

Como se diagnostica precocemente a nefropatia diabética?
A microalbuminúria determina-se através de uma análise feita na urina.
Esta análise é obrigatória em todos as pessoas adultas com Diabetes e em qualquer criança ou jovem com mais de cinco anos de diabetes e deve ser realizada, no mínimo, três vezes por ano.
Para o diagnóstico precoce da nefropatia é necessária a pesquisa de microalbuminúria.

Que fazer perante a existência de microalbuminúria ?
Em primeiro lugar, em face de uma análise de microalbuminúria aumentada ou como se diz por vezes, positiva, é sempre necessário confirmá-la uma segunda vez. Só após 2 pesquisas positivas seriadas, se pode afirmar que existe microalbuminúria.
A presença de microalbuminúria é, sobretudo, um marcador de risco para doença renal e, também, cardiovascular. Isto é, significa um aviso para a pessoa com Diabetes de que está a caminho da doença renal e que também está em risco de vir a sofrer de doença cardiovascular. Nesta fase inicial não existem, ainda, sintomas de doença. Contudo, é nesta fase que as medidas de Prevenção se tornam mais eficazes!

Assim, torna-se fundamental:
- tratar o melhor possível a diabetes: existe uma relação estreita entre o mau controlo da glicemia e o desenvolvimento da microangiopatia.
- Manter a Tensão Arterial tão baixa quanto for possível: Por exemplo: 125/80 como limite máximo. Cabe ao seu médico estabelecer os limites e a terapêutica necessária mas cabe à pessoa com Diabetes reduzir o consumo de sal e procurar emagrecer se estiver com peso a mais.
- Não deve abusar do consumo de proteínas de origem animal na sua alimentação: aconselhe-se com o seu médico ou dietista.
- Não deve fumar e deve manter os seus níveis de lípidos (colesterol e triglicéridos) normais.
- Pode haver necessidade de ser medicado com um medicamento “protector renal” pelo seu médico assistente.

A presença de microalbuminúria significa que se vai progredir para insuficiência renal?
A resposta é não. Está comprovado que se adoptarem as atitudes acima descritas, se pode evitar a progressão da nefropatia diabética e, até se pode normalizar a microalbuminúria.

Como e quando se deve fazer esta análise ?
A própria pessoa com Diabetes já pode auto-testar a presença de microalbuminúria, utilizando para esse efeito umas tiras-teste apropriadas: o Micral-teste. São, contudo, ainda muito poucos os que o fazem. Uma pesquisa positiva deve ser sempre confirmada em análise de laboratório. Esta análise é obrigatória, pelo menos uma vez por ano enquanto for negativa. Deve ser, necessariamente, mais frequente quando se torna positiva.

A microalbuminúria está já incluída, assim, nas análises obrigatórias que devem ser pedidas por rotina, pelo seu médico assistente.

A urina testada deve ser a total das 24 horas ou, o que é mais cómodo, toda a urina correspondente ao período do descanso nocturno. Neste caso, deve tomar nota do tempo (horas e minutos) que decorreu entre a hora em que urinou pela última vez antes de se deitar e a hora em que urinou ao levantar-se de manhã. Para quem não teve necessidade de urinar durante a noite, a urina colhida para análise é, assim, a primeira da manhã. Para quem teve necessidade de se levantar durante a noite para urinar, deve ir guardando toda essa urina e juntá-la à primeira da manhã.

Neuropatia

A neuropatia diabética é uma das complicações tardias da diabetes e resulta de lesões nos nervos do nosso organismo afectando um grande número de pessoas com Diabetes.
Os nervos são o nosso sistema de comunicação entre os vários territórios do nosso organismo levando informações e transmitindo ordens. Através deles temos a percepção da dor, da forma e temperatura dos objectos. Também pelos nervos passam as ordens enviadas do cérebro para as nossas mãos, pernas ou pés e que nos levam ao movimento.
Quando os nervos são lesados há manifestações tais como alterações da sensibilidade, aparecimento de queixas dolorosas mais ou menos intensas e, frequentemente, perda das sensibilidades dolorosa e térmica. Outras vezes existem atrofias musculares e perturbações da motilidade (diminuição da força nas pernas e dificuldades na marcha)
Muitas vezes há uma completa perda da sensibilidade ao nível dos pés não sentindo a pessoa com Diabetes objectos que, ocasionalmente, se introduzam no interior do sapato e que podem muitas vezes ser causa de feridas. São muito habituais as queimaduras com o saco de água quente durante a noite ou com uma aproximação demasiada a uma lareira por insensibilidade ao calor.
A neuropatia pode atingir o aparelho digestivo provocando perturbações no seu funcionamento (atrasos no trânsito alimentar, obstipação, diarreias), o coração com alterações do seu ritmo e a bexiga com perda do seu tonus e sensibilidade, muitas vezes levando a infecções repetidas.

A sintomatologia depende da zona atingida e pode incluir:
  • Formigueiros nas extremidades dos membros
  • Diminuição ou ausência de sensibilidade nas extremidades
  • Dor espontânea e constante nas extremidades
  • Atrofia de alguns músculos
  • Perda do controlo da bexiga
  • Perturbações de ritmo cardíaco
  • Alterações gastrointestinais
  • Disfunção sexual


Como nas outras complicações tardias existe uma estreita relação entre o seu aparecimento e uma deficiente compensação. Na diabetes, as lesões dos nervos são provocados directa ou indirectamente pela hiperglicémia que leva a alterações graves dos numerosos pequenos vasos que os irrigam.

 Disfunção sexual

Quando há excitação sexual no homem há erecção do pénis e na mulher há lubrificação da vagina. Tudo isto resulta de sinais enviados pelo cérebro através de nervos para os vasos sanguíneos da região.
Na diabetes pode aparecer uma disfunção sexual. Ela pode manifestar-se sob a forma de ejaculação retrógrada ou impotência sexual no sexo masculino e perda do desejo, incapacidade de orgasmo e deficit de lubrificação no sexo feminino.
Estas alterações podem ter origem nas lesões dos nervos mas também nos vasos sanguíneos. Muitas das disfunções sexuais na pessoa com Diabetes não têm origem em lesões orgânicas mas podem ter uma natureza psicológica.
Existem hoje formas de tratar muitas destas situações com resultados muitos satisfatórios.

 A Impotência sexual

A impotência é um problema importante, que embora oculto é muito mais comum do que o que se pensa. É um problema que gera angústia e preocupação em todo aquele que justificada o injustificadamente se considera vítima deste padecimento.
Estamos perante uma questão que afecta um número considerável de indivíduos, que gera problemas psicológicos e de relação severos e que, ao contrário do que habitualmente se pensa, tem possibilidades reais de tratamento e cura.
No homem com impotência a associação à ideia de falta de virilidade e o sentimento de vergonha ou culpa mediante temas relacionados com a sexualidade, fazem com que muitos impotentes, ou que se crêem ser, adoptem uma atitude resignada e fatalista mediante o seu problema, sem procurarem nenhum tipo de ajuda, ou recorrendo a certos medicamentos tradicionais, que longe de resolver o seu problema, tornam-no mais grave e conduzem a uma progressiva perda de esperança.
A impotência pode ter solução a maioria das vezes, mesmo naqueles casos em que não se identifica com clareza uma causa. Podemos hoje em dia aplicar tratamentos que melhoram em grande medida estas alterações. O resultado é a possibilidade de levar uma vida sexual satisfatória.

O que é a impotência?
Para poder definir de forma adequada o que em Medicina se entende por impotência é importante esclarecer previamente algumas questões.

O orgão sexual masculino pode encontrar-se em dois estados:

1. Estado basal ou de relaxamento (flacidez) que é o habitual incluindo quando realiza a sua função de condutor de urina.

2. Estado de excitação ou erecção, relacionado directamente com a actividade sexual.


Nesta última forma o pénis aumenta de tamanho e consistência, de forma progressiva e ao longo de um tempo que pode ser muito variável. Torna-se mais rijo, eleva-se sobre o plano horizontal, colocando-se diante do abdómen e permitindo a penetração durante o acto sexual.
Denomina-se de impotência a impossibilidade de alcançar ou manter o estado de erecção suficiente para permitir uma relação sexual. Para se falar em impotência de facto, esta impossibilidade deve surgir em 75 % das vezes que se tenta a erecção. A utilização inadequada do termo impotência gera algumas confusões em pessoas que pensam sofrer dela e que na realidade têm outro tipo de alterações com repercussão na esfera sexual.
Assim a diminuição de desejo ou libido ou a ejaculação precoce são processos completamente distintos e que requerem outro tipo de tratamentos.

Como se produz a erecção?

Anatomia do pénis

O pénis é formado por três cilindros que consistem em dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso.

O corpo esponjoso encontra-se ao meio, debaixo dos corpos cavernosos, contém a uretra e termina numa expansão distal a glande.

Os corpos cavernosos, são dois corpos laterais responsáveis pela rigidez do pénis.


No seu interior existem múltiplas cavidades constituídas por músculo liso e que se vão enchendo de sangue durante a erecção até alcançar a rigidez completa.
A erecção alcança-se graças á capacidade do pénis em se preencher de sangue. Estímulos múltiplos directos ou psicológicos podem pôr em marcha este mecanismo.
Todo o processo está controlado pelo sistema nervoso, havendo um componente consciente voluntário e outro inconsciente reflexo.
A diabetes é uma causa frequente de impotência. Entre 30 a 50% dos doentes com Diabetes mal controlados são afectados por problemas de erecção.
Esta maior predisposição das pessoas com Diabetes para sofrerem de impotência relaciona-se com o que é norma na evolução da doença: as complicações vasculares e neurológicas da diabetes.
O factor mais importante para além da duração da doença é a falta de adequado controlo, já que nestes casos aparecem alterações nos vasos sanguíneos e nos nervos que são os principais elementos responsáveis pela erecção.

Assim serão causas de impotência na diabetes, alterações que se podem desenvolver ao longo da doença:
  • Alterações vasculares afectando as artérias que irrigam o pénis;
  • Alterações nervosas pela neuropatia que atinge a inervação desta zona;
  • Alterações hormonais que para além da insulina pode ocorrer em outras hormonas;
  • Alterações psicológicas em doentes que sofrem de doença crónica, pode predispor a factores psicológicos com incidência negativa na qualidade de vida e no funcionamento sexual.
  • Os medicamentos que por vezes a pessoa com Diabetes tem de tomar pela presença de outras doenças pode também afectar a erecção.

Que fazer se surge disfunção eréctil (impotência)??
Normalmente o doente deverá ser remetido para o Urologista especialista neste campo. A este vai caber analisar, estudar o caso e propor a solução que a ele melhor se adapte.
Hoje em dia existem distintas opções de tratamento que permitem corrigir ou melhorar este problema em quase todos os doentes.

 Assim temos:
1. tratamento com hormonas se houver alguma deficiência.
2. Psicoterapia efectuada por Psicólogos especializados nesta área se a parte psicológica tiver um papel importante na disfunção.
3. Sildenafil (Viagra) é o medicamento mais recente para a impotência, que pode ser tomado por via oral. Exige algumas precauções na sua tomada sobretudo se há problemas cardíacos. Na pessoa com Diabetes parece ter resultado positivo em cerca de 40% dos casos. Outros medicamentos orais estão em estudo neste momento.
44. Auto-injecção no pénis de um medicamento (prostaglandina) que tem efeito local, com boa resposta em cerca de 80% dos casos, embora necessite de ser aplicado sempre que se pretende obter uma erecção.
55. Sistema de criação de vácuo é um cilindro de plástico conectado a uma bomba que gera vácuo; assim consegue-se a passagem de sangue para o pénis. Para a erecção se manter tem de se colocar um anel de borracha na base do pénis para evitar a fuga do sangue.
6. Próteses penianas –é considerada a última opção no tratamento da impotência apenas se usando quando falharam todas as outras. São uns cilindros de material biocompatível que por meio de uma cirurgia são colocados no interior dos corpos cavernosos do pénis. Existem vários tipos e algumas simulam mesmo a realidade tornando-se rígidas por activação de um mecanismo próprio.


Complicações Macrovasculares

A Diabetes, mesmo ligeira, é um dos mais importantes factores de risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte no nosso país.
As pessoas com Diabetes têm maior risco de doença coronária, manifestada por angina de peito ou ataques cardíacos (enfarte do miocárdio) e por tromboses cerebrais (acidentes vasculares cerebrais – AVC).
O risco de doença coronária é, segundo alguns estudos, cerca do dobro nos homens e quatro vezes mais nas mulheres, em relação à população sem Diabetes. No caso dos AVC é o dobro no sexo feminino e três vezes superior no masculino.
As complicações macrovasculares incluem para além dos citados a doença vascular periférica, onde existe aterosclerose nas artérias das pernas e dos pés, que causam uma má circulação nestes territórios e ocasionam alguns problemas graves, que podem culminar na amputação de dedos ou membros, quando não vigiados de forma correcta e adequadamente tratados quando necessário. Estas complicações constituem, no seu todo, 75% das causas de morte nas pessoas com Diabetes e correspondem a 75% dos custos de hospitalização em doentes com Diabetes, incluindo internamentos por enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca, trombose, amputações, etc.
O aparecimento de doença coronária e o risco de ataques cardíacos aumenta muito quando à diabetes se associam outros factores de risco como as gorduras no sangue (colesterol e triglicéridos) elevadas, a hipertensão arterial, a obesidade e, em especial, o tabaco.
Estudos efectuados apontam para que o risco de um hipertenso por si só é 1.6 vezes o da população normal para a mesma idade. Se a isso se juntarem gorduras no sangue elevadas, o risco aumenta para 2 vezes e se também houver diabetes então o risco é 4 vezes superior, passando para 5 vezes o da referência normal se o doente ainda fumar.
É portanto essencial eliminar ou reduzir/controlar estes factores o mais possível. Controlar o colesterol e a tensão arterial, de acordo com os mais recentes ensaios efectuados em pessoas com Diabetes, é tão importante como controlar a diabetes. Da mesma forma é indispensável perder peso, fazer exercício regular e deixar de fumar.

Ataques cardíacoss
Um ataque cardíaco surge normalmente quando o sangue que irriga o coração fica “bloqueado”.
Os vasos que alimentam o coração chamam-se artérias coronárias. Quando atingidas pela aterosclerose (placas de gordura que lentamente vão crescendo na parede) o lúmen do vaso vai progressivamente diminuindo, reduzindo ou “bloqueando” desse modo a passagem de sangue. Logo que essas lesões comprometem de forma significativa esta passagem (mais que 50% de obstrução), a alimentação dos tecidos com oxigénio fica diminuída e pode surgir uma angina de peito.
Se os vaso obstruírem por completo por um coágulo (trombo) em cima da lesão aterosclerótica existente, dá-se um enfarte do miocárdio e a parte do músculo cardíaco não irrigada “morre”, a não ser que se consiga rapidamente restabelecer a circulação interrompida. Isso pode conseguir-se dissolvendo o trombo com determinadas drogas potentes ou desobstruindo a artéria com catéteres especiais com um balão insuflável. Quanto mais depressa tiver acesso a estas formas de tratamento, maior será a probabilidade de sobreviver e de ter um futuro sem complicações ou problemas.
A dor no peito é um sinal de alarme que revela sofrimento do músculo do seu coração (miocárdio) e deve imediatamente informar o seu médico ou se ela se prolongar por mais que meia hora recorrer a um hospital, para o diagnóstico e tratamento apropriados. No entanto, na diabetes nem sempre o sofrimento do músculo cardíaco acompanhado de dor, podendo haver apenas cansaço anormal ou falta de ar (dispneia) de início súbito, sensação de vómito ou desmaio.
No doente com Diabetes, o prognóstico após um enfarte do miocárdio é menos favorável do que no sem Diabetes. A mortalidade intra - hospitalar e a longo prazo é cerca do dobro e as complicações são mais frequentes e incapacitantes. Por isso, depois de um enfarte o tratamento e o controlo dos factores de risco é ainda mais importante do que no doente sem diabetes. Existem muitos elementos que comprovam a redução de complicações e de novos enfartes quando se segue criteriosamente a medicação prescrita pelo médico.
A doença coronária pode também ser tratada, para além do uso de medicamentos, com o recurso a intervenção por balão (angioplastia) ou à cirurgia coronária (bypass), quaisquer delas, no entanto, com risco superior ao dos doentes sem Diabetes e resultados menos animadores a longo prazo.
Portanto, a melhor solução para lidar com estas complicações macrovasculares é evitar o mais possível o desenvolvimento da aterosclerose, através de um bom controlo dos factores precipitantes. Antes dos ataques cardíacos aparecerem como complicação no decurso da diabetes.

A Hipertensão arterial
A hipertensão e a diabetes são doenças inter-relacionadas que, se não tratadas, aumentam o risco de doença vascular aterosclerótica (enfartes do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais e doença dos membros inferiores). A hipertensão agrava ainda a microangiopatia, principalmente a nefropatia diabética, para a qual é um factor de risco maior. A hipertensão é duas vezes mais comum em pessoas com Diabetes e aumenta com a idade. No momento do diagnóstico da diabetes, a hipertensão já existe em cerca de 40% dos doentes, o que sugere uma associação de mecanismos entre as duas: a obesidade e existência à insulina levam à hipertensão e esta agrava aintolerância à glicose. Na maioria dos casos não se encontra uma causa para a hipertensão, é essencial (sem causa removível identificável), em particular na diabetes tipo 2.
Na diabetes tipo 1, é muitas vezes devida à nefropatia, que ocorre em uma de cada três pessoas com Diabetes com mais de 15 anos de evolução de doença, contra apenas uma em cada cinco de pessoas com Diabetes do tipo 2.
Nas pessoas com Diabetes, a hipertensão sistólica isolada (só elevação da TA máxima) é mais frequente que nas pessoas sem Diabetes e constitui também, ao contrário do que se supunha anteriormente, um risco acrescido de complicações cardiovasculares, principalmente de acidente vascular cerebral (trombose ou hemorragia cerebral). Nos casos em que existe neuropatia concomitante, a pressão arterial é mais elevada na posição de decúbito (deitada) podendo haver baixa significativa dos valores ao passar para a posição de pé (hipotensão ortostática).
É muito importante definir grupos especiais de risco que têm a ver com a presença ou não de outros factores de risco, como a dislipidémia (alterações das gorduras no sangue), o tabaco, o excesso de peso e a inactividade física. Está provado que se conseguem reduções maiores do risco cardiovascular só deixando de fumar do que só tratando a hipertensão com drogas. A presença de proteínas na urina (proteinúria), mesmo em pequenas quantidades (microalbuminúria), é um marcador de risco ao qual deve ser dado a maior atenção e que deve fazer parte do controlo habitual da pessoa com Diabetes hipertensa.
Os níveis de pressão arterial desejáveis na pessoa com Diabetes são substancialmente inferiores ao da população em geral, 130/85 mmHg segundo as recomendações internacionais e com um máximo aceitável de 140/90 mmHg. Estas recomendações sugerem que a pressão arterial deve ser avaliada pelo menos de 3-3 meses, quando estabilizada e de forma mais frequente (uma ou duas vezes por semana) se estiver instável. O controlo deve ser feito em conjunção com o autocontrolo da diabetes já que valores elevados de glicemia ou de TA têm impacto recíproco. Hoje, pode-se ainda recorrer a aparelhos mais sofisticados de medição ambulatória de pressão arterial (MAPA) que permitem a avaliação ao longo de 24 horas ou mais, definição do perfil ao longo do dia e noite e correlacionar a pressão arterial com diversas actividades e a toma dos medicamentos.

O Pé diabético

As complicações tardias da diabetes - neuropatia periférica, arteriopatia e susceptibilidade às infecções - predispõem a pessoa com Diabetes para o aparecimento de lesões nos pés que, por vezes podem ser graves.

Prevenção
Os doentes devem ser frequentemente avaliados através do exame clínico. A observação do pé deve ser sistemática, em cada consulta. Uma vez identificados os de maior risco, devem beneficiar de uma maior atenção no sentido de educação e vigilância destinadas a prevenir o aparecimento de lesões.
As pessoas com Diabetes com alto risco para o aparecimento de lesões nos pés são os que apresentam:
  • antecedentes de úlceras nos pés;
  • neuropatia periférica;
  • arteriopatia dos membros inferiores (má circulação);
  • deformações dos pés.

  A Educação Podológica da Pessoa com Diabetes

Como saber se tem risco de lesões nos pés?
Não é a diabetes em si, mas sim as complicações da diabetes que fragilizam os pés.
As complicações são, por um lado a arteriopatia, isto é, alterações das paredes das artérias que levam o sangue e o oxigénio aos pés, e por outro, a neuropatia, ou seja, a lesão dos nervos dos pés e pernas.

Arteriopatia
A arteriopatia revela-se por vezes sob a forma de dor na barriga da perna durante a marcha. Tem-se uma sensação de “peso que corta”, ao fim de algumas centenas de metros, aparecendo precocemente em subida e em marcha rápida. A dor obriga a suspender a marcha, desaparece em alguns minutos e é possível retomá-la.
Com frequência a arteriopatia da pessoa com Diabetes é indolor. Manifesta-se clinicamente por uma diminuição ou ausência dos pulsos arteriais palpáveis ao nível do pé, a pele torna-se fina, frágil, sem pelos, enquanto as unhas se tornam espessas e quebradiças. Por vezes os pés estão mais frios que as pernas.

Neuropatia
Quando os nervos dos membros inferiores estão lesados pela diabetes perde-se a percepção ou sensibilidade ao nível dos pés, corre-se o risco de se ferir sem se aperceber. O próprio pode tentar avaliar a sensibilidade dos pés:
  • sente bem o calor (a água quente do duche)?
  • sente a frescura do chão da casa de banho, quando sai do duche?
  • apercebe-se imediatamente de um corpo estranho, ou de uma costura saliente, nos seus sapatos?
Pessoas com Diabetes sem arteriopatia nem neuropatia
Caso não tenha arteriopatia, nem neuropatia isto é, se os pulsos forem amplos, se a sensibilidade for completamente normal, ainda que seja uma pessoa com Diabetes, o risco é menor. Deve ter bons cuidados de higiene dos pés, como toda a gente.

Lavar os pés diariamente, secar bem entre os dedos para evitar a maceração da pele das zonas interdigitais. É aconselhável evitar imersões prolongadas dos pés.

Mudar diariamente de meias

Escolher sapatos confortáveis e em cabedal maleável

Fazer todos os dias massagens aos pés (flexão, extensão ao nível do ante pé, do tornozelo e dos dedos, para manter a flexibilidade).

Aplicar diariamente um creme hidratante, no caso de ter os pés secos com zonas endurecidas que favorecem o aparecimento de fissuras.

Ter o bom hábito de não utilizar objectos cortantes (tesouras com pontas, lâminas metálicas cortantes…)

Não utilizar calicidas

Limar as unhas em vez de as cortar

Evitar os factores de risco vascular: tabaco, mau controle glicémico ou lipídico, hipertensão

Praticar exercício com regularidade

Estas recomendações não têm nada de específico para pessoas com Diabetes, são válidas para qualquer pessoa…

Pessoas com Diabetes com arteriopatia e/ou neuropatia

Se existirem lesões nas artérias e/ou nos nervos dos pés então existe risco podológico. Deve aprender a proteger os pés.
De facto, se perdeu a sensibilidade dos pés pode ferir-se sem se aperceber. Em vez de tirar imediatamente um corpo estranho caído dentro dos seus sapatos, ou um sapato que magoa, usa-os todo o dia, e o ferimento agrava-se. Na medida em que não provoca dor, a tendência será para subestimar a gravidade da lesão.

Não esqueça a máxima diabetológica: pé insensível = pé em risco
Apesar de todos estes riscos, os problemas graves dos pés não são inevitáveis! O ponto de partida é sempre uma ferida que não aparece espontaneamente e, portanto, pode ser evitada.

Como proteger um pé diabético fragilizado por arteriopatia ou neuropatia?

É necessário antes de mais aprender a identificar os inimigos dos pés. São seis:

1. Primeiro, e antes de todos, os sapatos, e em particular os sapatos novos mal adaptados, muitas vezes demasiado apertados ou pontiagudos, ou então os sapatos de verão, amplamente abertos e que podem comportar corpos estranhos (pedras, areia…) que podem ferir. Desconfie também dos sapatos demasiado velhos que são muitas vezes causas de ferimentos (pregos no interior, forros descolados, buracos nas solas). Quando o pé está fragilizado, uma costura muito saliente ou uma prega de uma meia roçando no pé podem-no ferir.

2. A calosidade (hiperqueratose). Forma-se ao nível dos pontos de apoio ou de atrito provocando zonas de endurecimento na planta do pé ou calos ao nível das articulações dos dedos. Entre os dedos, na zona de atrito entre duas articulações, pode formar-se um calo, que se chama “olho de perdiz”. Ao nível do calcanhar, a calosidade é responsável por fissuras ou fendas que acabam por infectar. Estas calosidades, calos ou fissuras são muito dolorosas nas pessoas que não têm lesões dos nervos da sensibilidade. Ao contrário, nas pessoas com diabetes que têm neuropatia estas lesões são totalmente indolores. Elas vão ferir a camada subjacente, originando uma bolsa sob a pele que acaba por infectar, formando um abcesso.

3. As unhas. Podem ser muito espessas e ficar apertadas dentro dos sapatos. Podem estar mal cortadas, ameaçando o dedo vizinho. Podem estar demasiado cortadas, ferindo a pele. Quando estão encravadas são particularmente difíceis de cortar.

4. A micose interdigital. tratam-se de fungos que se desenvolvem entre os dedos quando a pele fica macerada. Provocam uma inflamação (a pele fica avermelhada) e depois aparecem fissuras que abrem caminho aos micróbios. É esta maceração e a micose que originam o mau cheiro dos pés mal cuidados.

5. O quinto inimigo, é “os outros”, isto é os diversos corpos estranhos que podem cair nos sapatos ou introduzir-se em sapatos abertos: areia, pregos, agulhas, fósforos, peças de Lego, cotonetes, vidros… (todos estes objectos já foram encontrados dentro dos sapatos de pessoas com Diabetes com neuropatia).

6. Por fim, um pé insensível pode ser queimado por uma botija de água quente, um cobertor eléctrico, um irradiador, uma lareira, pela água excessivamente quente do duche…

Como se defender destes perigos?
  Saber escolher os sapatos
Comprar sempre sapatos fechados, usar sempre meias, mesmo no Verão. Recomenda-se que os sapatos sejam comprados ao fim do dia, na altura em que os pés estejam com o seu maior volume. Escolher o tamanho certo, com biqueira larga, em cabedal muito maleável em cima, (verificar esta textura com a mão). A sola, por baixo, deve ser rígida, excepto na dobra dos dedos. As solas muito maleáveis, que permitem dobrar o sapato em dois, não são recomendáveis porque o pé menos estável terá tendência a roçar mais sob o cabedal da parte superior.
Preferir os sapatos com atacadores porque a abertura é regulável, e o pé melhor contido roçará menos pela porção superior.
Deitar fora os sapatos velhos ou que já o feriram, e que, portanto, o farão de novo.
Procurar modelos que sejam adaptados à morfologia do pé, preferir os modelos vendidos com várias larguras para o mesmo número, modelo “pés sensíveis”.
Se usar palmilhas ortopédicas, tirá-las uma vez por dia, e trocá-las pelo menos uma vez por ano. Devem ser usadas para experimentar sapatos novos.
  A calosidade
Tem de ser retirada com objectos não agressivos (pedra pomus, lixa). Para que esta calosidade não reapareça tão depressa e não se fissura é necessário hidratar a pele dos pés.
  As unhas
Se não vê bem ou não consegue manipular os dedos dos pés (devido a obesidade, ou artrose do joelho ou da anca), deve recorrer a um pédicure ou outra pessoa avisada da sua diabetes para o corte das unhas.
Para evitar que encravem corte-as a direito, apenas ligeiramente arredondadas nos cantos. Se estiverem encravadas, recorra ao seu pédicure ou ao seu médico.
Utilize tesouras de pontas redondas e não corte as unhas muito curtas
O melhor é limá-las regularmente com uma lima de cartão
  As micoses
Para evitar as micoses dos pés é necessário prevenir a maceração da pele lavando-os todos os dias e secando cuidadosamente entre os dedos. Os banhos prolongados aos pés são desaconselhados porque favorecem a maceração.
Mudar de meias diariamente. Evitar as meias que provocam transpiração (recomenda-se, em regra, meias em algodão ou em lã, em vez de materiais sintéticos).
Use, de preferência, dois pares de sapatos que usará em dias alternados
Quando existe micose deve usar diariamente um pó ou spray antimicótico entre os dedos depois de lavar e secar cuidadosamente.
  Os corpos estranhos
Não use sapatos abertos que permitam a intrusão fácil de corpos estranhos. Introduza sistematicamente a mão dentro do sapato, antes de o calçar. Este gesto deve ser automático.
Cuidado com algumas costuras agressivas das meias que podem ferir, em contacto com o pé durante a marcha.
Nunca ande descalço, mesmo em casa e muito menos na praia ou no mar.
  Evitar as queimaduras
Para aquecer os pés nunca utilizar botijas, cobertores eléctricos ou qualquer objecto aquecido mas antes um cobertor ou meias de lã.
Quando tomar banho avalie a temperatura da água com um termómetro ou com a mão antes de introduzir os pés insensíveis para a temperatura.
Cuidado com outras fontes de calor, tais como uma lareira, um radiador ou um termoventilador.
Não caminhe descalço, sobretudo na areia quente, sobre pedra ou betão.
  Examinar diariamente os pés
Antes de se deitar examine cuidadosamente os pés, não apenas o dorso mas também a planta e os espaços interdigitais.
Se não tem destreza articular suficiente para ver a planta dos pés utilize um espelho colocado em oblíquo, encostado ao rodapé.
Se não vê bem, outra pessoa deve fazer este exame diariamente.

Se descobrir uma ferida, mesmo pequena, deve lavá-la com água e sabão, procurar a causa desta lesão, colocar um penso sem adesivo colado à pele e consultar o seu médico o mais rapidamente possível.

Deve manter válida a vacinação anti-tetânica.


Outras complicações

Infecções
As pessoas com Diabetes são mais susceptíveis a infecções da boca e das gengivas, a infecções urinárias, e dos pés e ainda a infecções das cicatrizes depois de cirurgias se os níveis de açúcar no sangue não estiverem bem controlados.
Todos estes perigos podem, contudo, ser prevenidos se a pessoa com Diabetes conseguir ter um bom controlo da glicemia, da tensão arterial e dos lípidos, se conseguir ter uma vida com bons hábitos alimentares e exercício físico, se não fumar e tiver cuidado com a higiene e vigilância dos seus pés.
Além disso, é necessária a vigilância oftalmológica periódica sem a qual as lesões iniciais da retinopatia podem passar despercebidas.
É também necessária a realização de análises periódicas para pesquisa da MICROALBUMINÚRIA que pode detectar o risco de lesão renal além dos habituais exames ao sangue para controlo da diabetes HEMOGLOBINA GLICADA ou (Hba1c), dos lípidos (colesterol e trigliceridos) e da função renal (ureia ou creatinina).


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