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Pâncreas biónico – uma promessa futura que excedeu as expetativas

Pancreas biónico – uma promessa futura que excedeu as expetativas

O New England Journal of Medicine publicou no passado dia 15 de Junho o resultado de um estudo sobre o mais recente dispositivo de pâncreas artificial – o pâncreas biónico.

David Damiano, engenheiro biomédico e pai de uma criança que teve o diagnóstico de Diabetes Tipo 1 aos 11 meses, começou a desenvolver este projeto ao longo dos anos.

Em conjunto com o seu colega Stephen Russel, apresentou o resultado deste estudo que compara o controlo glicemico de pessoas que utilizam bomba perfusora de insulina, com o de pessoas que experimentaram usar o pâncreas biónico.

Durante os cinco dias de duração do estudo, para além de ter sido possível manter os níveis de glicemia mais estabilizados nas pessoas que utilizaram este novo dispositivo, verificaram-se também menos hipoglicemias.

O pâncreas biônico funciona através da medição de açúcar no sangue de cinco em cinco minutos, ao longo das 24 horas, utilizando um pequeno monitor ligado ao corpo e é constituído por duas bombas aproximadamente do tamanho de um telemóvel – uma para a insulina e outra para o glucagon. Os resultados da glicemia são enviados sem fio para uma aplicação para iPhone, que processa os dados e determina a quantidade de insulina que o dispositivo precisa de administrar quando a glicemia sobe, ou, caso a glicemia esteja baixa, a quantidade de glucagon necessária para estabilizar os níveis de glicose.

Mais uma promessa das novas tecnologias, que poderá nos próximos anos ajudar a uma gestão mais prática e eficaz da diabetes.

Fonte:www.nejm.org

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