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"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 54:
Os primeiros meses deste ano não trouxeram nada de novo. O País continua em crise. O Mundo também. O défice é a palavra mais ouvida, a intervenção pelo FMI uma nuvem no horizonte. E o passado não traz bonomia. Veremos o que nos reserva o futuro.

Na nossa Associação, a vida continua. Entre as dificuldades, a vontade de nos expandirmos, os apoios limitados, a vontade de encontrar parcerias para o nosso projecto, os diabéticos continuam a ser nossa prioridade.

 

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Diabetes e hipertensão Mais vale prevenir que remediar
A Diabetes
Cristina Chilro começou por falar na diabetes, uma doença em grande expansão, que diz respeito ao aumento de açúcar no sangue, existente em dois géneros: a diabetes tipo I e tipo II. A primeira, mais conhecida por diabetes juvenil (aparece em pessoas mais novas) pode ser herdada geneticamente e deve-se ao facto de o pâncreas não produzir insulina, obrigando o paciente a administrá-la para que possa sobreviver. A segunda, também chamada de diabetes do adulto, aparece em pessoas mais velhas, geralmente com idade superior a 40 anos e está, quase sempre, ligada ao estilo de vida das pessoas. Assim, os grupos de maior risco são as pessoas que apresentam antecedentes familiares de diabetes e as que sofrem de excesso de peso. Existem ainda casos específicos, como o caso das grávidas e dos alcoólicos. Estes acabam por ver o seu pâncreas destruído, deixando de produzir insulina. Muitas vezes, a diabetes não se manifesta através de sintomas facilmente detectáveis. Como afirmou Cristina Chilro, esta doença “esconde-se” muito bem, até surgir qualquer complicação que denuncie a sua existência. Nos dias de hoje, esta situação já não se verifica tanto, uma vez que as pessoas fazem análises sanguíneas com maior regularidade. No entanto, existem alguns sinais de alarme que podem denunciar um aumento perigoso de açúcar no sangue, tais como a fadiga, sede excessiva ou a poliuria (urinar muito e com mais frequência). Os órgãos mais afectados pela diabetes são os rins, os olhos, o coração e os pés. Estes últimos apresentam muita dificuldade em cicatrizar lesões, o que leva muitas vezes à sua amputação.

A Hipertensão Arterial
A única forma de saber como estão as nossas tensões, é medindo-as”, começou por dizer à médica. O rastreio, sobretudo a partir dos 40 anos, é muito importante, pois a hipertensão arterial é também uma doença muito “dissimulada” que, por afectar principalmente o cérebro e o coração, tem implicações muito graves, regra geral, com danos irreversíveis. A hipertensão verifica-se quando os valores das tensões diastólica e sistólica, ou seja, baixa e alta, atingem um certo limite. Cristina Chilro considera que os valores correspondentes de 9 / 14 são já aproximados da hipertensão, pelo que o ideal será manter os valores abaixo destes números. Para que medição seja feita correctamente, antes, o paciente não deve beber álcool ou café e deve descansar um pouco. Existem ainda elevações ocasionais, que podem ser originadas por circunstâncias pontuais. A hipertensão arterial é uma das principais causas das doenças cardiovasculares. Quando a tensão está muito alta, as veias e artérias tornam-se mais frágeis, devido à pressão com que o sangue é bombeado, podendo ficar deformadas ou mesmo romper, sobretudo nos olhos, cérebro e coração, provocando enfartes e tromboses. Os rins são também muitas vezes afectados, cedendo à insuficiência renal. Por ser uma doença crónica, a hipertensão arterial obriga as suas vítimas a tomar medicação a vida toda. Portanto, a melhor forma de a combater, é mesmo prevenindo, começando desde logo por diminuir a ingestão de sal, bem como de alimentos que o contêm na sua composição.

Prevenção
No que toca à prevenção, existem duas regras chave comuns a ambas as doenças: alimentação saudável e exercício físico. É essencial que as pessoas adquiram bons hábitos alimentares o que, ao contrário do que muitos (erradamente) pensam, não tem de ser dispendioso. Uma alimentação correcta, deve passar por tomar um bom pequeno-almoço, comer várias vezes ao dia, em pequenas quantidades e, muito importante, comer sopa às refeições. “Hoje perdeu-se um pouco esse hábito, mas deve recuperar-se porque a sopa tem muitas vitaminas nos seus vegetais”, alertou a doutora Cristina. O exercício físico também não exige que as pessoas frequentem um ginásio, nem que percam muito tempo. Fazer caminhadas, por exemplo, desde que com um certo ritmo e com alguma regularidade, podem fazer “milagres”pela nossa saúde. Os portugueses não fazem exercício, “sobretudo por falta de hábito”, um erro que pode vir apagar-se caro, alertou a doutora. As pessoas devem ter uma alimentação saudável, pobre em gorduras e açúcar, acompanhada de exercício físico regular, no fundo, “as bases em que assenta a nossa saúde”.

No final, Cristina Chilro apelou para que, a partir de agora, as pessoas apliquem os conhecimentos adquiridos neste seminário.

O encerramento da sessão coube ao presidente da junta de freguesia de Pedorido, João Pedro Campos, que salientou a importância da partilha de informação e do debate de temas desta natureza. Reiterou a necessidade de uma mudança nos hábitos de vida das pessoas e louvou a descentralização destas acções, que permite a criação de núcleos “que vão levar a informação a todo o concelho”.

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