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"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 52: Os meses de Verão assistiram ao
desenvolvimento e à expansão do vírus do momento, o da gripe A.
O País mostrou sinais de nervosismo, os portugueses começaram a temer o pior, uma nova epidemia mortífera, na senda das que os nossos antepassados
viveram noutros tempos, noutras realidades, noutros mundos.
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Educação
A educação da pessoa com Diabetes
O tratamento da diabetes assenta na alimentação, no exercício físico e na medicação (oral ou insulina). No entanto, o grande factor de ligação entre as três componentes do tratamento é a educação da pessoa com Diabetes, constituindo esta o elemento chave do tratamento da diabetes.
Conhecimentos que toda a pessoa com Diabetes deve saber e aplicar
- Adquirir informação básica sobre o conceito de diabetes e importância de manter, sempre que possível, um bom controlo da diabetes.
- Conhecimentos sobre alimentação equilibrada, fraccionada e estável, utilizando todos os nutrientes nas quantidades necessárias, através do conhecimento das tabelas de equivalência. Evitar o consumo de álcool e limitar o de gorduras.
- No caso de fazer insulina, aprender técnica correcta de auto-injecção, tempo de acção das insulinas e adaptação diária das doses, de acordo com os resultados verificados nos testes de glicemia no sangue.
- Utilização de reforços de insulina de acção rápida quando necessário, nomeadamente nas infecções intercorrentes.
- Reconhecer os sinais de alerta das hipoglicemias e usar o açúcar sem demora.
- Cuidados especiais a ter perante o exercício físico mais intenso (se programado, reduzir a dose de insulina a injectar antes, e se inesperado, assegurar suplementos de hidratos de carbono de absorção lenta).
- Autovigilância diária das glicemias no sangue, cetonúrias e sua interpretação. Registo em "cadernos" com anotações das alterações verificadas.
- Informação acerca das manifestações tardias e sua prevenção.
- Higiene e cuidados.
- Planear, vigiar e controlar uma gravidez.
- Aceitar a diabetes como parte integrante da sua vida, porque a pessoa com Diabetes bem controlado pode e deve fazer tudo o que os outros fazem.
Autovigilância
Testes para avaliação do açúcar no sangue
Um dos avanços mais importantes no tratamento e controlo da diabetes é a possibilidade do doente verificar diariamente os níveis de açúcar no sangue, de modo a poder decidir acerca da necessidade de pequenos ajustes no tratamento.
Os testes para a determinação da glucose no sangue são simples e rápidos
- Picar o dedo com um dispositivo que utiliza agulha / lanceta, muito fina, que torna a picada praticamente indolor.
- Colocar uma gota de sangue numa tira teste, que pode depois ser comparada visualmente, consoante a mudança de cor, com tabelas que indicam aproximadamente o valor da glicemia.
- Com a disponibilidade de pequenos aparelhos próprios (leitores de glicemia), pode-se colocar a gota de sangue numa tira – teste, a qual depois de inserida no aparelho, mostra o valor da glucose no sangue.
- Os resultados dos testes devem ser registados em "cadernos" próprios, com a indicação da data e hora a que foram executados, assim como do tipo e dose de insulina injectada.
Estes testes deverão ser efectuados diariamente, de acordo com a indicação do seu médico assistente.
Nos doentes que fazem insulina 3 ou 4 vezes por dia (insulinoterapia intensiva), torna-se necessário aumentar a frequência dos testes, de modo a decidir a dose de insulina a administrar, e a evitar o risco das hipoglicemias.
Testes para o açúcar e acetona na urina
Os testes de urina para pesquisa de glucose (glicosúria) e de acetona (cetonúria), podem ser realizados com uma única tira – teste que identifica as duas substâncias, ou com tiras próprias para cada substância.
O aparecimento de glucose na urina é uma forma indirecta de verificar o excesso de açúcar no sangue. O aparecimento de glicosúria está dependente dos valores do açúcar no sangue serem superiores a 160-180 mg/dl. Quando inferiores a estes níveis geralmente não aparece açúcar na urina e diz-se glicosúria negativa (0).
A forma mais comum de testar o açúcar na urina é introduzir a extremidade de uma tira especial de plástico na amostra de urina. A tira muda de cor consoante o nível de açúcar na urina, que é quantificado de "0" a "++++".
Actualmente as pessoas com Diabetes insulino-dependentes utilizam os testes de urina essencialmente para a determinação de acetona. A acetona forma-se quando por carência de insulina o organismo não consegue utilizar a glucose como fonte de energia, tendo por este motivo que utilizar a gordura como combustível. Nesta situação, os corpos cetónicos aumentam no sangue sendo excretados na urina, onde podem ser detectados através de tiras específicas, e quantificados de "0" a "++++".
As pessoas com Diabetes insulino-dependentes devem avaliar a presença de cetonúria
- Sempre que os valores de glucose no sangue sejam superiores a 240 mg/dl.
- Na presença de qualquer infecção intercorrente (gripe, amigdalite, febre, diarreia, vómitos...)
- Sempre que se verifique algum sintoma de descompensação da diabetes (muita sede, urinar muito, sensação de boca seca, cansaço...)
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