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"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 55: Recentemente desafiaram-me para falar dos filmes da minha vida. Não
pude resistir ao convite para uma viagem muito especial ao fundo da
memória, que foi também uma oportunidade para descobrir alguns segredos
por detrás de alguns dos títulos mais famosos ou míticos da história
do cinema. Perguntar-me-ão, afinal o que é que isto pode ter a ver com a Diabetes?
Como que é que um assunto aparentemente tão superficial ou lúdico
pode inspirar um Editorial numa Revista como esta? Na realidade, para um cinéfilo como eu, estas decisões foram dolorosas,
custaram muito. No devido contexto, claro. Noutra dimensão, falando
de coisas muito mais sérias e importantes, porque se trata da saúde
e bem-estar, também os diabéticos têm que fazer opções de fundo. Decidir
pôr de lado alguns prazeres excessivos de vida, para escolher um estilo
de vida mais saudável. No fundo criar prioridades. Prevenir para evitar
danos irreversíveis a médio prazo.
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APDP
Rua do Salitre 118-120
1250-203 Lisboa
telf: 21 381 61 00
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Iniciativas |
Iniciativas
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Colunista: Cristina Valadas - Endocrinologista da APDP; Isabel Lino - Enfermeira da APDP |
Revista: 36 |
Tema: Encontros de Verão |
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Encontros de Verão da APDP
“...Devemos confiar mais na observação do que nas teorias, e nestas apenas na medida que possam ser confirmadas pelos factos observados.”
Aristóteles, Da Geração e da Corrupção (Século IV A. C.)
Tínhamos encontro marcado a 23 de Julho às 14h em frente à APDP.
Era a partida para o 8º Campo de Férias, que pela primeira vez se chamava Encontro de Verão. Pode parecer um preciosismo linguístico, mas esta mudança de terminologia agradou-nos. As palavras não são tão inocentes e os conceitos que lhes estão inerentes podem fazer toda a diferença. Encontro, para além de significar ir ao encontro de, também significa acaso, acerto, conflito, contradição, achado e descoberta. E foi por tudo isto que passámos naqueles sete dias que estivemos juntos na Tocha.
Como sempre tudo foi cuidadosamente preparado e o entusiasmo demonstrado por aqueles já habituados a estas lides acabou por ser contagiante. Da equipa técnica, éramos as duas caloiras, e por isso mesmo tudo para nós era novidade. Chegámos ao nosso destino ao fim da tarde, e instalámo-nos na Pousadinha. Distribuímo-nos pelas camaratas e tivemos o nosso primeiro encontro plenário. O chamado Quebra Gelo. Já divididos em pequenas equipas, que se iriam manter durante a nossa estadia, os Amarelos, os Azuis, os Encarnados e os Verdes, foi-nos proposto assumirmos papéis de heróis ou vilões, conhecidos de todos nós. Das histórias que povoaram o imaginário da nossa infância, da banda desenhada ou de filmes que ficaram na nossa memória. Passados aqueles momentos de constrangimento habituais, quando nos vimos expostos perante um grupo, aos poucos e poucos lá nos fomos acertando e a apresentação foi um sucesso.
Ao serão, foi noite de danças. Ao ar livre com tochas. E lá tivemos que nos acertar outra vez. Para que da roda surtisse um efeito de harmonia de um grupo. Muitos risos, alguns encontrões quando os passos não eram tão acertados, muita vontade de acertar o passo e, outro sucesso.
Depois foi o Parque Aventura, a orientação nocturna, a ida à lagoa, a gincana, o karaoke, a discoteca, as conversas temáticas, as avaliações, os tempos livres, os anos da Inês, os anos de casados do Hugo e da Nádia.
Foi uma sucessão de oportunidades de aprendizagem para todos nós.
Juntos, num ambiente informal, aprendemos a enfrentar contradições, a gerir conflitos, a ir à descoberta, a procurar que o acaso e o achado se transformassem em oportunidades e a ir ao encontro uns dos outros.
Aprendemos que as diferenças, sejam elas quais forem, podem contribuir para um verdadeiro espírito de team building ajudando-nos a crescer e a ultrapassar obstáculos.
Alguns de nós, alguma vez tinham pensado conseguir atravessar uma ponte de cordas sempre a baloiçar, como se fossem Indiana Jones, agarrar uma corda qual Tarzan ou Jane e tentar chegar à outra margem do fosso, fazer slide ou escalada se não fosse o entusiasmo e o apoio de todos?
E alguns dos jovens acreditariam da mesma forma que hoje esperamos que acreditem, porque verificaram na prática, que as mudanças de comportamento, beneficiam o seu dia a dia?
Embora nos pareça prematuro a avaliação deste Encontro, relativamente aos objectivos a que nos propusemos, estamos confiantes que esta é uma forma privilegiada de interacção no processo de educação terapêutica.
E como qualquer processo que se queira sustentável, deve ser continuado.
Resta-nos agradecer a todos os que fizeram parte e contribuí para o sucesso deste projecto; Pedro Cruz ; Vítor : Gerson ;Lula ;Patrícia ;Luís ; Fábio ;Inês Soares ;Ana Rita ;Maria João ; Margarida; Sónia ; Lurdes ; Clara ; Dina ; Eduardo ; Lena ; Cristina, Isabel.
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