| Revista |
|
 |
| |
"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 54: Os primeiros meses deste ano não
trouxeram nada de novo. O País
continua em crise. O Mundo
também. O défice é a palavra mais
ouvida, a intervenção pelo FMI uma
nuvem no horizonte. E o passado
não traz bonomia. Veremos o que nos
reserva o futuro.
Na nossa Associação, a vida continua.
Entre as dificuldades, a vontade de nos
expandirmos, os apoios limitados, a vontade
de encontrar parcerias para o nosso
projecto, os diabéticos continuam a ser
nossa prioridade.
|
|
APDP
Rua do Salitre 118-120
1250-203 Lisboa
telf: 21 381 61 00
fax: 21385 93 71
diabetes@apdp.pt
|
|
|
|
Iniciativas |
Iniciativas
 |
|
| Revista: 37 |
| Tema: IV Congresso de Educadores em diabetes -Resumo II |
|
 |
Voltar
Definir os objectivos do exercício físico para garantir a adesão
É um desafio que se propõe à pessoa
com Diabetes a escolha de um exercício físico, que lhe contribua para um melhor controlo da doença. Mas também o é para qualquer pessoa, mesmo para o profissional de saúde.
Fizemos notar que nem sempre o que dada pessoa considera melhor para si, é o que aconselha ao próximo. Geralmente a imaginação é mais produtiva quando se trata de escolher o exercício para si mesmo. Do mesmo modo, ao definir objectivos para alguém com uma doença crónica, os argumentos usados pelo técnico de saúde são mais relacionados com a doença, em contraste com os argumentos que o mesmo técnico usaria para si – direccionados para o “bem estar” físico e psicológico.
É necessário conhecer os vários tipos de exercício e as possibilidades à disposição na área geográfica de residência. Só assim, de uma forma estruturada, se poderá definir objectivos, progressivos e adaptados às características e aos gostos de cada um.
No final salientou-se que as Iniciativas da diabetes podem ser impeditivas de certos tipos de exercício, sendo feitos exemplos demonstrativos.
Grupo: Francisco do Rosário - Endocrinologista da APDP; Margarida Barradas - Dietista da APDP; Rui Oliveira - Enfermeiro da APDP
Revista nº: 37
Tema: IV Congresso de Educadores em diabetes - Resumo
Topo
Avaliar as capacidades de auto-avaliação e tratamento do pé
No âmbito do IV Congresso de Educadores em Diabetes que decorreu nos dias 24 e 25 de Novembro de 2005, foi-nos proposto realizar um grupo de trabalho na temática do pé da pessoa com diabetes. Com a finalidade de melhor correspondermos às expectativas dos participantes e tendo como enfoque a prevenção, o tema proposto: “ avaliar as capacidades de auto-avaliação e tratamento do pé ”, permitiu-nos desenvolver a actividade fundamentada em pressupostos teórico/ práticos cujos conteúdos foram orientados para a identificação de estratégias inovadoras e facilitadoras no processo de Educação para o auto-cuidado.
A dinâmica seleccionada contribuiu para a participação activa de todos os elementos do grupo em que num cenário virtual se conseguiu transformar o espaço físico como se estivéssemos numa determinada Instituição de Saúde com uma equipa multidisciplinar onde a pessoa com diabetes era o actor principal em todo o processo.
Assim, a metodologia utilizada abrangeu vários vectores: iniciámos com a leitura de um texto da autoria da SPD sobre a história natural do pé da pessoa com diabetes. Seguidamente passámos à parte prática com casos clínicos em que a pessoa com diabetes se apresentava a um profissional de Saúde podendo este solicitar a intervenção de outros elementos da equipa para a resolução dos problemas apresentados ou negociar as melhores formas de actuação de modo a envolver a pessoa “doente”. Posteriormente e tendo como meta as estratégias em saúde com base na mudança de comportamentos centrada no doente/família, demos ênfase às Sessões Educativas subordinadas ao tema: “ como cuida dos meus pés ” que temos vindo a realizar desde 2002 no Departamento de Podologia.
O trabalho apresentado contextualizou-se em dados estatísticos obtidos das fichas de avaliação que as pessoas com Diabetes e acompanhantes preenchem no final das sessões educativas. Após a apresentação dos resultados e discussão conjunta chegámos à conclusão de quanto é importante para as pessoas com diabetes e seus acompanhantes aprenderem em grupo os cuidados adequados relativos aos pés e interagirem uns com os outros partilhando medos, expectativas, dificuldades e conhecimentos.
Seja qual for o suporte educativo destacamos a atenção que se deve dar às limitações físicas, psicológicas, circunstanciais e/ou no contexto da complicação crónica da doença; estas devem ser tidas em conta na planificação do processo de educação e assistencial.
Por fim, e sabendo que a prevenção é um processo de tomada de decisão assertiva, terminámos ao som de música de fundo e com a leitura de um texto que apela à escuta activa, à coerência e à inter ajuda na relação com o “outro”. Pensamos ter sido muito gratificante trabalhar em grupo.
Grupo: Amélia Valongo - Enfermeira da APDP; Anselmo Castela - Endocrinologista da APDP; Irene Lessa - Enfermeira da APDP
Revista nº: 37
Tema: IV Congresso de Educadores em diabetes - Resumo
Topo
Estimular e reforçar a capacidade de autonomia na diabetes - empowerment
O tipo de relacionamento que os profissionais de saúde estabelecem na relação terapêutica com as pessoas com diabetes, é um aspecto fundamental para estimular e reforçar a autonomia para a gestão da doença. Tendo em consideração que quase 100% dos cuidados em diabetes são realizados pelo próprio doente, e que a probabilidade de uma pessoa iniciar ou manter mudanças importantes no seu estilo de vida, diminui se estas não tiverem significado para ela, verifica-se a necessidade de substituir o modelo de ensino centrado no profissional (clássico) por um centrado na pessoa com diabetes, no qual se reconhece o papel especifico de cada doente na auto-gestão da doença (negociado/radical).
Considerando os diferentes modelos de ensino terapêutico (clássico e negociado/radical), foi proposto aos participantes das sessões que reflectissem sobre as características de cada modelo de ensino e que referissem as vantagens do modelo de autonomia para a pessoa com diabetes e para o profissional de saúde. Após a utilização de metodologias dinâmicas, os grupos de trabalho concluíram que o modelo negociado/radical permite que a pessoa com diabetes assuma a responsabilidade de definir os seus objectivos terapêuticos, de acordo com as suas necessidades, de forma clara e objectiva e escolher as estratégias apropriadas para os alcançar, facilitando desta forma a melhoria da compensação metabólica. Para os profissionais, os participantes salientaram como vantagens da utilização deste modelo o aumento de satisfação pessoal e profissional.
Como forma de passar da teoria á pratica, os participantes simulando o ambiente de consulta, enumeraram e exemplificaram os passos necessários para a definição de objectivos terapêuticos, de modo a favorecer a autonomia das pessoas para a gestão da diabetes, verificando-se desta forma a viabilidade deste tipo de abordagem no quotidiano profissional. Os objectivos são: explorar o problema; clarificar medos e significados; desenvolver um plano; empenhar-se na acção; experiência e avaliação do plano.
Grupo: Dulce do Ó - Enfermeira da APDP; João Raposo - Endocrinologista da APDP; Laura Guerra - Endocrinologista da APDP
Revista nº: 37
Tema: IV Congresso de Educadores em diabetes - Resumo
Topo
Abordar a sexualidade na diabetes
Vivemos numa sociedade de conteúdos fortemente sexualizados. Entre os meios de comunicação social, nas imagens de propaganda que nos rodeiam, tudo parece demonstrar uma grande facilidade em falar de sexualidade. Contudo, na verdade quando falamos da nossa própria sexualidade ou de problemas que com ela surgem, tudo se torna mais difícil. Não será por isso de estranhar que apesar de muitas vezes dizermos que falamos da pessoa como um todo...excluímos desse conceito esta esfera íntima.
Esta dificuldade ultrapassa o âmbito pessoal. Mesmo para os profissionais de saúde, falar de disfunção eréctil, dispareunia (dor com as relações sexuais) ou de diminuição da lubrificação vaginal, pode ser menos confortável do que falar de hipertensão, de uma dor de cabeça ou de costas. E isso passa-se em situações que reconhecidamente afectam a sexualidade, como é o caso da Diabetes, em que é importante intervir para solucionar ou minorar as alterações encontradas.
Reconhecendo que esta inibição existe, pretendeu-se com este workshop mostrar algumas formas de abordar a sexualidade integrada nos cuidados prestados à pessoa com diabetes como um todo.
Partiu-se de um conjunto de exercícios em que se simulavam diferentes problemas colocados em consulta. Estes iam da simples dor de cabeça, às dificuldades na vivência sexual, pretendendo abarcar as mais variadas situações. Os participantes personalizavam ora o profissional de saúde, ora o doente, tendo-se seguidamente discutido a forma como foram colocadas e resolvidas as questões, assim como a experiência e inexperiência na sua abordagem.
No conjunto chegou-se a algumas ideias essenciais:
- as dificuldades que surgem na área da sexualidade podem e devem ser esclarecidas à semelhança do que se faz com os problemas de qualquer outro órgão ou sistema;
- a primeira inibição a vencer é a do próprio profissional de saúde, que muitas vezes evita falar do assunto por desconforto;
- abordar a sexualidade requer vontade de o fazer, sensibilidade e treino. Mas está à mão de todos os educadores em diabetes.
QUE MENSAGENS DEIXAMOS
· Os estudos realizados em diferentes situações de doença crónica têm evidenciado um denominador comum: o processo psicológico de adaptação à doença crónica influi de forma significativa no relacionamento interpessoal em geral, e no relacionamento afectivo-sexual em particular.
· Este aspecto é frequentemente esquecido na prática clínica, em que numa perspectiva redutora se atenta apenas no impacto biológico da doença.
· Na maioria dos casos em que é abordado o processo psicológico de adaptação à doença crónica, o trabalho realizado contempla apenas a forma como são vividas as representações da doença na vida diária ou nas expectativas de vida. Sem que sejam abordadas as implicações, representações e expectativas na vivência da intimidade /sexualidade. É esta atitude que importa modificar, contextualizando a sexualidade como faceta essencial do indivíduo, que deve ser abordada e trabalhada em todas as estratégias de intervenção na pessoa com doença crónica.
Grupo: Lisa Ferreira Vicente- Ginecologista-Obstetra da APDP; Sofia Albuquerque - Psicóloga da APDP
Revista nº:37
Tema:IV Congresso de Educadores em diabetes - Resumo
Topo
Iniciar Insulinoterapia na Diabetes tipo 2
A sessão iniciou-se com a apresentação dos participantes tendo-lhes sido pedido para falarem das expectativas em relação ao workshop.
Em seguida, solicitou-se que todos escrevessem em cartões uma das representações dos doentes em relação à terapêutica com a insulina e uma das dificuldades sentidas pelos técnicos quando é necessario fazer esta alteração na terapêutica. Foi feita explicitação e discussão do que foi apresentado.
Foram escolhidas pelas formadoras 2 representações e 2 dificuldades, resultantes do trabalho anterior. O objectivo foi que 2 grupos realizassem histórias àcerca das dificuldades sentidas pelos técnicos e os outros 2 sobre as representações que as pessoas têm quando do início da insulinoterapia.
A tarefa seguinte, e após troca entre os grupos das histórias, foi estabelecer estratégias para ultrapassar estas dificuldades.
Os resultados foram apresentados ao grupo geral por cada representante dos sub grupos de trabalho, permitindo discussão de todos os temas.
Para concluir, foram apresentados no placard algumas dos pontos fundamentais da Entrevista Motivacional.
O workshop terminou com uma apresentação em power point relacionando frases chave, imagens e música com a Educação Terapêutica.
Topo
Voltar
|
|