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Investigação

São grandes os esforços científicos e financeiros que anualmente se investem ao nível mundial na investigação da Diabetes, à procura de respostas que permitam conhecer melhor a realidade que envolve esta doença, a(s) suas causa(s),  manifestações e complicações, bem como novas formas de tratamento da diabetes e suas complicações, que contribuam para a melhoria do estado de saúde das pessoas com diabetes. Também aqui a APDP tem dado o seu contributo, fruto da sua longa história e da dinâmica recentemente implementada.

Actualmente, a vertente de investigação é conduzida predominantemente pelo Departamento de Estudos, Projectos e Ensaios Clínicos (criado em 2002), mais vocacionado para ensaios clínicos, muitos deles internacionais, e pela APDP-ERC, Departamento de Educação e Investigação (criado em 2011), vocacionado para o largo espectro da Medicina translacional, construindo pontes entre a Ciência de base e a Investigação Clínica.

Ensaios Clínicos

Pela complexidade inerente ao protocolo dos ensaios clínicos, torna-se essencial um elevado nível de coordenação e organização para a sua concretização. A equipa multidisciplinar da APDP, constituída por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicas de cardiologia, entre outros, desempenha um papel crucial em todo este processo. Aqui estão incluídas desde a salvaguarda das questões éticas, por uma Comissão de Ética própria, ao recrutamento de doentes, assistido por triagem informática.

Perante um potencial participante, é realizado o convite para participar no estudo, altura em que lhe é entregue o consentimento informado, para que possa ler, levar para casa e analisar com quem lhe parecer melhor. Somente após esclarecidas todas as dúvidas e questões, e mantendo-se o interesse em participar, o consentimento é assinado e datado, dando-se início a todo um processo de acompanhamento que inclui o habitualmente realizado na APDP e o proposto pelo protocolo do estudo.

Desta forma, a segurança e a qualidade do acompanhamento, fundamentais no decorrer de um ensaio clínico, estão sempre assegurados. Actualmente encontram-se abertos no departamento 12 ensaios clínicos e 5 observacionais.

É de notar que a APDP colabora e participa em estudos observacionais, epidemiológicos e ensaios clínicos quando estão previstos benefícios para o acompanhamento e tratamento da diabetes, contribuindo através de um processo sistemático e rigoroso, para os avanços científicos e conhecimentos de novas moléculas de fármacos para o tratamento da diabetes, e assim obter ganhos em saúde para a pessoa com diabetes.

Educação

Através da sua clinica e da Escola da Diabetes, a APDP avalia as necessidades de aprendizagem de profissionais, pacientes e cuidadores informais. Com base nessa avaliação, nascida da observação e do diálogo, são fornecidos cerca de três dezenas de cursos de formação e treino. Igualmente, foi implementado recentemente um Curso Pós-Graduado de Diabetes. Este curso constituiu uma parceria entre a APDP, a Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e a Faculdade de Higiene e Medicina Tropical.

Para além disso, tem sido constante o interesse dos profissionais da APDP em desenvolver trabalhos de investigação que permitam melhorar o conhecimento sobre a diabetes e os diferentes aspectos relacionados com a gestão da doença, incluindo a Educação Terapêutica. Com bases nesses trabalhos, têm sido desenvolvidas várias teses de mestrado e doutoramento.

A APDP tem tido também um papel na criação de material de apoio pedagógico, nomeadamente de manuais e outros materiais para utilização em acções de educação de pacientes em Centros de Saúde.

Actualmente, a APDP disponibiliza programas de Educação em Saúde para todos os novos pacientes, com ênfase na transmissão de competências e alterações de estilo de vida. Enquanto os cursos formais acolhem 600 participantes, os programas informais acolhem 3500 pacientes por ano.

Medicina Translacional

A APDP tem actualmente vários projectos de investigação financiados, a nível nacional e internacional; englobando a prevalência de doença crónica e sua estratificação de risco, a gestão e disponibilidade de registos electrónicos de Saúde, novo alvos terapêuticos e investigação em fisiologia e fisiopatologia, avaliação de modelos de financiamento e de logística, educação de profissionais de Saúde, pacientes e suas famílias, e sensibilização de grupos de risco e da população em geral.

A apresentação de trabalhos de investigação desenvolvidos nesta instituição tem sido habitual em congressos nacionais e internacionais. Igualmente, diversos trabalhos têm sido alvo de publicação em revistas científicas de impacto e/ou sido distinguidos através de prémios nacionais e internacionais.

Assim, têm sido estabelecidas colaborações com instituições externas, do meio académico e empresarial, incluindo a consolidação da intervenção da APDP num cenário europeu de investigação, através dos vários projectos que tem integrado (SWEET, IMAGE, MANAGE-CARE, etc), assim como através da sua participação na EIP-AHA, Parceria Europeia de Inovação no domínio do Envelhecimento Activo e Saudável. Também no panorama nacional se tem observado o crescimento da APDP nesta área, com projectos FCT aprovados como instituição proponente ou como instituição colaboradora.

A APDP tem tido também um importante papel no desenvolvimento de Estudo da Prevalência da Diabetes em Portugal, quer na sua primeira fase, em 2009, como no follow-up que decorre actualmente, em colaboração com a Direcção-Geral de Saúde e a Sociedade Portuguesa de Diabetologia. Colabora igualmente com inúmeras instituições de Ensino Superior e no Ensino Politécnico na realização de estudos e no acompanhamento e orientação de trabalhos de alunos de medicina, enfermagem, nutrição e psicologia de outras universidades e faculdades.

Publicações recentes mais relevantes

Côrte-Real J, Duarte N, Tavares L, Penha-Gonçalves C (2012) “Innate stimulation of B1a cells enhances the autoreactive IgM repertoire in the NOD mouse: implications for type 1 diabetes” Diabetologia; 55(6): 1761-72.

Danne T, Lion S, Madaczy L, Veeze H, Raposo F, Rurik I, Aschemeier B, Kordonouri O, SWEET group (2012) “Criteria for Centers of Reference for pediatric diabetes - a European perspective” Pediatr Diabetes; 13 Suppl 16: 62-75.

do Ó, DN, Loureiro I (2010) “Estudo da adaptação do conjunto de questionários da Teoria de Auto-Determinação para os cuidados de Saúde na Diabetes à população portuguesa” Revista Portuguesa de Diabetes; 5(1): 10-20.

Delgado TC, Martins FO, Carvalho F, Gonçalves A, Scott DK, O'Doherty R, Macedo MP, Jones JG. (2013) "²H enrichment distribution of hepatic glycogen from ²H₂O reveals the contribution of dietary fructose to glycogen synthesis” Am J Physiol Endocrinol Metab.; 304(4): E384-91.

Gardete-Correia L, Boavida JM, Raposo JF, Mesquita AC, Fona C, Carvalho R, Massano-Cardoso S (2010) “First diabetes prevalence study in Portugal: PREVADIAB study” Diabet Med.; 27(8): 879-81.

Macedo MP, Lima IS, Gaspar JM, Afonso RA, Patarrão RS, Kim YB, Ribeiro RT. (2013) “Risk of postprandial insulin resistance: The liver/vagus rapport” Rev Endocr Metab Disord. Oct 31.

Mendes JJ, Marques-Costa A, Vilela C, Neves J, Candeias N, Cavaco-Silva P, Melo-Cristino J. (2012) “Clinical and bacteriological survey of diabetic foot infections in Lisbon” Diabetes Res Clin Pract.; 95(1): 153-61.

Natali A, Ribeiro RT, Baldi S, Tulipani A, Rossi M, Venturi E, Mari A, Macedo MP, Ferrannini E. (2013) “Systemic inhibition of nitric oxide synthesis in non-diabetic individuals produces a significant deterioration in glucose tolerance by increasing insulin clearance and inhibiting insulin secretion” Diabetologia; 56(5): 1183-91.

Patarrão RS, Lautt WW, Afonso RA, Ribeiro RT, Fernandes AB, Boavida JM, Macedo MP. (2012) “Postprandial but not fasting insulin resistance is an early identifier of dysmetabolism in overweight subjects” Can J Physiol Pharmacol.; 90(7): 923-31.

Raposo JF, Pires A, Yokota H, Ferreira HG (2012) “A mathematical model of calcium and phosphorus metabolism in two forms of hyperparathyroidism” Endocrine.; 41(2): 309-19.

Serrabulho ML, Matos MG, Raposo JF (2012) “The health and lifestyles of adolescents with type 1 diabetes in Portugal” European Diabetes Nursing; 9(1): 12-16a.

Vinhas J, Gardete-Correia L, Boavida JM, Raposo JF, Mesquita A, Fona MC, Carvalho R, Massano-Cardoso S (2011) “Prevalence of chronic kidney disease and associated risk factors, and risk of end-stage renal disease: data from the PREVADIAB study” Nephron Clin Pract.; 119(1): c35-40.

 Corpo Clínico Depto. Investigação
   

Dulce Ó 

Paula Macedo

Pedro Inácio

       
Rogério Ribeiro  Rui Duarte   

 

 

 

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