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"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 55: Recentemente desafiaram-me para falar dos filmes da minha vida. Não
pude resistir ao convite para uma viagem muito especial ao fundo da
memória, que foi também uma oportunidade para descobrir alguns segredos
por detrás de alguns dos títulos mais famosos ou míticos da história
do cinema. Perguntar-me-ão, afinal o que é que isto pode ter a ver com a Diabetes?
Como que é que um assunto aparentemente tão superficial ou lúdico
pode inspirar um Editorial numa Revista como esta? Na realidade, para um cinéfilo como eu, estas decisões foram dolorosas,
custaram muito. No devido contexto, claro. Noutra dimensão, falando
de coisas muito mais sérias e importantes, porque se trata da saúde
e bem-estar, também os diabéticos têm que fazer opções de fundo. Decidir
pôr de lado alguns prazeres excessivos de vida, para escolher um estilo
de vida mais saudável. No fundo criar prioridades. Prevenir para evitar
danos irreversíveis a médio prazo.
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telf: 21 381 61 00
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| Mulher com Diabetes |
Mulher com Diabetes
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| Colunista: Lisa Ferreira Vicente - Ginecologista -Obstetra Consulta de Saúde reprodutiva APDP |
| Revista:38 |
| Tema: O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) |
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O Dispositivo Intra-Uterino (DIU))
• O DIU é o terceiro método contraceptivo mais usado pelas mulheres em Portugal.
• É um método muito eficaz.
• A diabetes não é uma contra-indicação para a utilização do DIU.
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O QUE É UM DIU?
Consiste num pequeno dispositivo constituído por finas hastes, que introduzido dentro do útero previne a gravidez. Funciona libertando substâncias -cobre ou hormona - para a cavidade uterina onde têm como função
– tornar o muco cervical mais espesso, impedindo desta forma a progressão dos espermatozóides. Com esta acção inibe a fecundação.
– tornar a parede uterina pouco propícia à implantação do ovo.
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HÁ ACTUALMENTE 2 TIPOS DE DIU:
1.O DIU com cobre.
É sem dúvida o tipo mais conhecido, tendo como vantagem ser um método não hormonal. Este facto pode ter particular importância nas mulheres com diabetes que não podem fazer métodos contraceptivos hormonais. Vários autores consideram que este deve ser um método de primeira escolha nas mulheres com muitos anos de diabetes e com complicações tardias.
Com este dispositivo os ciclos menstruais mantêm-se com os intervalos habituais. Pode levar a que as menstruações se tornem um pouco mais abundantes e as dores menstruais um pouco mais intensas.
2.O DIU medicado com progestativo.
Neste caso, em vez de cobre, liberta-se para a cavidade uterina uma hormona. Tem como vantagem em relação aos anteriores, diminuir as perdas de sangue e as dores pélvicas durante a menstruação. Contudo, nos primeiros meses podem existir perdas de sangue irregulares (fora da menstruação) e ao fim de um ano mais de metade das mulheres estão sem menstruar.
A escolha do tipo de DIU deve ser feita em consulta, ponderando as características menstruais da mulher, a sua situação clínica e o prefere fazer.
A sua colocação é um procedimento simples, realizado durante uma consulta de ginecologia.
Qualquer um dos tipos é muito eficaz e pode ser utilizado em mulheres com diabetes, mesmo com complicações crónicas.
As alterações provocadas pelo DIU revertem quando ele é retirado.
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O QUE É IMPORTANTE SABER?
Apesar de ser um método muito utilizado pelas mulheres Portuguesas, existem ainda muito “mitos” em volta desta forma de contracepção.
– Não interfere no relacionamento sexual. O DIU fica dentro da cavidade uterina e por isso nem a mulher, nem o homem o sentem.
– Não diminui a fertilidade. Utilizá-lo não torna mais difícil engravidar. Aliás, a mulher pode engravidar logo que o retira.
– Pode ser utilizado por mulheres que nunca tiveram uma gravidez. Durante muitos anos limitava-se a sua utilização às mulheres que já tinham tido um filho. Hoje sabe-se que apesar de não ser um método de primeira escolha em mulheres que nunca engravidaram, pode ser por elas usado com segurança.
– O facto de uma mulher com diabetes ter candidiases vaginais de repetição não impede que possa utilizar o DIU sem problema. O risco de infecção pélvica está associado às infecções sexualmente transmissíveis e não às candidiases. E, o risco de infecções sexualmente transmissíveis está por sua vez relacionado com o número de parceiros sexuais e o tipo de prevenção que a mulher faz. Nestes aspectos a mulher com diabetes não difere da população em geral.
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VANTAGENS
– é um método muito seguro;
– “invisível,”
– e reversível.
– Tem uma longa duração de acção. Dependendo do tipo de DIU escolhido, pode variar entre 3 e 10 anos. Apesar desta longevidade de actuação, pode ser retirado em qualquer altura, se a mulher assim o desejar (por exemplo, para engravidar ou se não tolerar os efeitos secundários).
– Um procedimento único assegura a contracepção. Não é preciso lembrar-se de o utilizar todos os dias :))
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NÃO ESQUECER QUE ...
– No caso do DIU com cobre o uso prolongado de anti-inflamatórios diminui a eficácia contraceptiva. Nestas alturas deve ser utilizado também outro método, por exemplo o preservativo.
– Após a sua colocação deve manter-se uma vigilância regular em consulta.
– Não protege das infecções sexualmente transmissíveis. Faz por isso sentido utilizar o preservativo com esse objectivo.
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