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"Diabetes Viver em Equilíbrio" № 55: Recentemente desafiaram-me para falar dos filmes da minha vida. Não
pude resistir ao convite para uma viagem muito especial ao fundo da
memória, que foi também uma oportunidade para descobrir alguns segredos
por detrás de alguns dos títulos mais famosos ou míticos da história
do cinema. Perguntar-me-ão, afinal o que é que isto pode ter a ver com a Diabetes?
Como que é que um assunto aparentemente tão superficial ou lúdico
pode inspirar um Editorial numa Revista como esta? Na realidade, para um cinéfilo como eu, estas decisões foram dolorosas,
custaram muito. No devido contexto, claro. Noutra dimensão, falando
de coisas muito mais sérias e importantes, porque se trata da saúde
e bem-estar, também os diabéticos têm que fazer opções de fundo. Decidir
pôr de lado alguns prazeres excessivos de vida, para escolher um estilo
de vida mais saudável. No fundo criar prioridades. Prevenir para evitar
danos irreversíveis a médio prazo.
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APDP
Rua do Salitre 118-120
1250-203 Lisboa
telf: 21 381 61 00
fax: 21385 93 71
diabetes@apdp.pt
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| Revista
52 |
Educação
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Colunista:José
António Mato - Chefe do Serviço
de Endocrinologia do Complexo Hospitalar de Orense (Galiza);
Carlos Góis - Médico Psiquiatra
da APDP
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| Revista:52 |
| Tema: 2º
Seminário Galaico Portugués de Educación
Terapéutica en Diabetes. O Bem, o Mal e ... |
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2º Seminário Galaico-Portugués
de Educación Terapéutica en Diabetes.
O Bem, o Mal e ...
Desta
vez em terras portuguesas, mais concretamente em Espinho,
decorreu de 18 a 21 de Junho de 2009, e pela segunda vez,
o Seminário Galaico Português sobre Educação Terapêutica em
Diabetes. O mote do encontro foi: “O Bem, o Mal e...” ou “El
Bien, el Mal y...
Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe! Há males
que vêm por bem! Quem abana, nem sempre cai!
O
bem e o mal dos dias de doentes e terapeutas estão servidos
pela mesma linguagem dos provérbios. As contradições e oscilações
de toda a gente que permitem aprender e evoluir. Os afectos
a ligarem pessoas que partilharam o nervosismo de informar
o que todos já sabiam e das outras que se atreveram a ignorar
o que sempre conheceram. A educação terapêutica, a educação
de adultos é assim: Quem encontrou sem muito procurar, é porque
muito procurou sem encontrar!
São muito mais importantes as descobertas que decorrem
acompanhadas de um “Ha-ha!” do que as feitas de
lógica, reflexão ou mesmo por rotina (Anderson & Funnel, 2004).
Num paradigma de doença aguda o técnico de saúde tem a responsabilidade
de resolver o problema do doente. A frustração segue-se naturalmente
se o doente não atingir o objectivo proposto. A noção de adesão
terapêutica passa por cumprir melhor ou pior as recomendações
do técnico. O problema é o doente. Como em educação tradicional
é o aluno que não aprende. Os doentes sentem-se julgados e
acusados, mesmo quando a mudança pedida é difícil de conseguir,
como mudar hábitos quotidianos e antigos, papéis e funções,
identidades, crenças. Não mudar pode ser uma forma de resistir
à incerteza antecipada pela mudança. Não mudar, pode ser uma
maneira de ir mudando. Uma fase de preparação feita de pequenos
nadas de mudança, só visível para um técnico educador que
não se sente responsável pelo doente, mas para e com o doente.
Um educador que não sabe responder de imediato à pergunta
do doente. Prefere pensar: ”Se não sabe, porque é que pergunta?”
Precisamos do outro para descobrirmos o que já sabemos ou
antevemos, quando temos medo, ou vergonha, ou até desejo de
saber. Para isso há ilusões que todos criamos. Quem feio ama,
bonito lhe parece!
Mais
uma vez o afecto a ligar as crenças e cognições. Foram exemplos
dos exercícios do Seminário, a estória de alguém que não fazia
a terapêutica porque uma familiar mesmo com muitos tratamentos
não conseguiu evitar ter muitas doenças, ou outro alguém que
prefere não perder os amigos (como se tal fosse assim tão
fácil...) a ter de ser diferente e mais autónomo no auto-controlo.
A diabetes a mostrar ser uma doença crónica e portanto eminentemente
social. A rede de suporte, na sua vertente emocional a ter
de mudar sem romper. O exercício de um dos workshops em que
um fio uniu os participantes do Encontro como metáfora de
uma rede de suporte e que de um modo cada vez mais invisível
continuou a unir as pessoas ao longo dos dias. A negação de
consequências ou desvalorização de aspectos negativos, a resiliência,
a aceitação do futuro e do imprevisível, as emoções das fases
da adaptação à doença, foram aspectos abordados, vivenciados,
dramatizados e reflectidos. Procurando a responsabilidade
partilhada e cúmplice. Saber tolerar a espera e a incerteza
num ambiente de aprendizagem emocional ao nível da transformação
de cada um. Uma aprendizagem que se queria vinda de dentro
e ao sabor das propostas dos organizadores que as pensaram
teoricamente e sempre com um incentivo criativo: canções,
filmes, jogos, participação activa.
Muito gasta o que vai e vem, mas mais gasta o que se detém!
A
“movida” que se cria ao longo deste processo educativo é estimulada
por actividades que permitem uma “regressão” programada. “A
criança que todos temos dentro de nós” mostrou-se bem nas
fotografias, não resistindo às marcas do tempo, no jogo da
descoberta da identidade, mas fazendo ligar passado e presente
na continuidade que cada um tem para consigo próprio. Algo
que muitas vezes a doença vai abanar, forçando a uma redefinição
e procura de novas identidades compensatórias. São exemplos
o que dizem algumas pessoas que adoecem e passam a ter mais
preocupação e responsabilidade consigo mesmas, vendo algo
positivo naquilo que parece ser exclusivamente mau. Outra
actividade que permitiu aos participantes do Seminário rever
estórias e memórias foi a ilustração dos contos em que verdadeiros
artistas se revelaram ou pelo menos tentaram com atrevimento.
Quem
cansa sempre alcança! E também sobre a fadiga dos educadores
se trabalhou. A culpa, as perdas, o desgaste, o preço pago
pelo envolvimento e partilha que se quer distanciada entre
terapeuta e doente, mas que não dispensa o que tem de humano
e autêntico. A necessidade do trabalho em equipa, a organização
das tarefas, a comunicação, a reflexão conjunta, o reconhecimento,
a conversa de café, são meios de prevenir o “burn-out” e a
sobrecarga dos educadores.
E
no final, a questão do avaliação do que se faz, educadores
e doentes, nas perspectivas da auto- -avaliação e da avaliação
do outro. Os participantes, através de uma modelagem como
analogia de um processo educativo (uma escultura que representasse
o bem ou o mal) puderam reflectir sobre o interesse em avaliar
e formar simultaneamente. E saber dar tempo ao tempo... porque...
Depressa e bem, não há quem!
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Los días 18- 21 de junio de 2009 ha tenido lugar
en O’ Espinho, Portugal el segundo seminario Galaico-
Portugués de Educación diabetológica.
El
primero se realizó en, Sanxenso, Galicia en 2008, con
un gran éxito y una agradable convivencia de trabajo
y amistad entre el grupo gallego y
portugués. El éxito científico estaba
asegurado por el gran trabajo, calidad y experiencia de los
profesores del seminario, coordinados por miembros
de la Asociación protectora de los Diabético
de Portugal (APDP), asociación pionera en la educación
para diabetes y que viene funcionando en Portugal
desde 1926 y reconocida por la IDF como el primer centro de
Educación en Diabetes. Este éxito global del
primer encuentro, ha servido para mantener una relación
estrecha entre la APDP y la Sociedad Galega de Educadores
en Diabetes (SGED).
Este segundo seminario se inició
con la presentación de todos los participantes y la
bienvenida del profesor Raposo y el Dr. Boavida por parte
del APDP y por D.º Concepción Bande como presidenta
de la SGED, deseando el éxito del seminario y destacando
la importancia de la relación
de las dos sociedades. El equipo portugués estaba formado
por los doctores José Boavida, Joao Raposo, Cristina
Valadas, Manuel Penin, Iria Pinal y José-
Antonio Mato; las enfermeras Ana Matilde Cabral, Lurdes Serrabulho,
Sandrina Fadista, Victoria Hierro, Carmen Boente, Carmen Boo,
Concepción Banda; el Psiquiatra Carlos Gois y la Psicóloga
Ana Lucia Covinhas.
El tema propuesto para el seminario
fue el Bien, y el Mal y…. A nuestra llegada, a modo
de presentación se nos ha puesto en un dilema, que,
seguro, muchos de los presentes han pensado más de
una vez, nos sorprendió a todos “tenemos derecho
a robar para comer”. Evidentemente como podéis
imaginar hubo respuestas para todo, si, no, y aquellas que
siempre rodean o tratan de justificar la respuesta, no pero…
de todo ello surgen las siguientes preguntas ¿Podemos
justificar el mal para obtener un bien? ¿Que separación
se establece entre el Bien y el Mal ( ¿lo malo puede
resultar más o menos bueno y lo bueno tiene en ocasiones
apariencia de malo?).
El profesor Raposo en su disertación,
ha hecho una reflexión sobre este tema y tras definir
el significado del Bien y del Mal, se pregunta inicialmente
sobre la existencia de este dilema como una única opción
posible o si, por el contrario, precisamos de otras alternativas.
Plantea situaciones en las que no resulta muy difícil
distinguir entre lo bueno y lo malo, pero poco a poco la cosa
se complica y plantea situaciones en las que no está
claro que es lo bueno y que es lo malo y surge la ética
como un “saber vivir” que nos ayude a resolver
estas situaciones. Todo ello se puede aplicar a la educación
terapéutica, a las diversas situaciones con las que
nos encontramos en el trabajo etc. No somos libres de elegir
lo que nos pasa pero si lo somos para responder a lo que nos
pasa y de esta respuesta el resultado final puede ser bueno,
o malo o….
Posteriormente iniciamos los talleres
y trabajos en grupo, trabajando en la aplicación del
diagnóstico educativo. El primer día discutimos
el lado de los profesionales de la salud, el estrés
en el trabajo, los factores que lo incrementan, las condiciones
en que trabajamos…, y los recursos para vencer las dificultades.
Se definió el Burnout y las principales dimensiones
del mismo: incapacidad para desarrollar el trabajo, despersonalización
y pérdida de autoestima.
El segundo día se ha dedicado
al diagnóstico educativo desde otra vertiente “El
lado de los pacientes”. Y por último la importancia
de la Evaluación. A través de la construcción
de una figura de barro que representase el Bien o el Mal,
los participantes van evaluando su tarea a través de
la toma de decisiones y posibilidades de
ejecución de la misma (evaluación diagnóstica);
de la toma de decisiones respecto a las alternativas de acción
(evaluación formativa) y de la valoración que
refleje los objetivos logrados (evaluación sumativa).
A lo largo de todo el seminario, la
ilustradora Sónia Cântara ha dirigido la actividad
“Quién ilustra un cuento…” en la
que nos muestra a través de la
lectura de un cuento la importancia de intentar reproducir
el concepto del relato y de la elección de la técnica
gráfica que se adecue mejor para ello.
Sobre un cuento presentado por cada participante, nos ha hecho
ver que algo inalcanzable o imposible inicialmente, se hace
posible con el aprendizaje y directrices adecuadas. El último
día cada participante a través de la ilustración
de su cuento explica su idea o concepto.
Creo que, el seminario ha sido un
éxito en cuanto al cumplimiento de sus objetivos, como
en el aspecto social y de interrelación humana y que
la gran mayoría saldrían do Espinho con una
mayor motivación. Os esperamos en el tercer Seminario
Galaico- Portugués de Educación terapéutica
en Diabetes.
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